Histórico
 23/07/2006 a 29/07/2006
 04/12/2005 a 10/12/2005
 27/11/2005 a 03/12/2005
 20/11/2005 a 26/11/2005
 06/11/2005 a 12/11/2005
 16/10/2005 a 22/10/2005
 02/10/2005 a 08/10/2005


Categorias
Todas as mensagens
 Link


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


[[:::Ciberliteratura:::Livre:::]]
 



O ciberliteraturalivre mudou definitivamente para o endereço


http://ciberliteraturalivre.wordpress.com/





Clique na imagem e conheça o novo ciberliteratura livre







Escrito por ciberliteratura às 10h07
[
] [envie esta mensagem]



Dromedário Carmelinho


Aristides Theodro

Dromedário Carmelinho, Homem Muito Temido E Respeitado Em Todo O Sertão De Ouricuri Do Norte, Devido Às Arruaças , Sempre Dizia,Por Cima De Seu 1.90m E Por Trás Da Vastidão De Seu Bigode, Que Filho Do Velho Carmelinho Do Ouricuri Do Norte Morria Sem Gemer Na Ponta Da Faca Cega, Se Preciso Fosse, Mas Não Levaria Desaforo Para Casa. Num Sábado, Na Feira De Curiapeba, Por Questão De Udn E Pesd, De Desentendeu Com Um Certo Fifó Rego, Sujeitinho De Maus Bofes, Que No Calor Do Bate-Boca, Lhe Espalmou Os Nós Dos Cinco Dedos No Pé Do Ouvido.
Dromedário, Que Não Era Visto Com Bons Olhos Pelos Capiaus, Devido À Sua Pretensa Valentia, Levantou Do Primeiro Tombo E, Ao Se Aprumar E Fazer Mensão De Puxar O Punhal Que Trazia Por Debaixo Da Camisa, Levou Um Cangapé Nos Quibas E Um Enorme Trompaço Na Boca,Que Fez Dois Dentes Voarem A Respeitável Distância.
Fifó Rego, Debaixo Do Peso Dos Aplausos Dos Presentes, Cresceu Talqualmente A Serra Do Itiúba,Tomou O Punhal De Dromedário, Arrebentou-O Ao Meio, Jogou Os Pedaços Aos Pés Do Dono E Aplicou-Lhe Mais Alguns Pescoções Corretivos, Quando Foi Aparteado Pela Cabroeira Do Deixa-Disso,Que Conduziu Dromedário Todo Esbandalhado Em Direção À Sua Montaria,De Onde Desapareceu Inesperadamente.
Uns Dizem Que Ele Foi Pra São Paulo E Outros Afirmam Que Dromedário Carmelinho Foi Pro Amazonas, Brigar Com Matas E Sucuris.


O HOMEM QUE LIQUIDOU UM TROVÃO
A TIRO DE CLAVINOTE

Delorido da Silva, uma espécie de capataz da fazenda Ouricuri do Norte, num Sábado,após a feira em Curiapeba, montou sua burra cardã e seguiu viagem rumo à fazenda. Após alguns goles de catilóia deixou a cidade já ao anoitecer ,com o brilho estranho, fantasmagórico,de uma meia-lua mofina,que anunciava chuva dentro de alguns instantes.
O tabaréu vestiu a capa boiadeira, que trazia na garupa da sela,a fim de proteger da chuva o clavinote,que carregava para o caso de uma emeergência. Já havia cortado muito sertão, quando,uma chuva torrencial com muitos ventos, raios,relâmpagos e trovões,desabou sobre a terra,deixando o viajante apreensivo.A certo ponto da estrada, após um relâmpago incendiário ter cortado o céu de norte a sul,avistou à sua frente duas montanhas em forma de bola de neve,uma monumental,grandalhona,estúpida e outra menorzinha, que tomava quase toda a totalidade da estrada.O homem ao se aproximar das inusitadas bolas teve a impressão de não haver condição de passagem,pois a bola grande tomava mais da metade do caminho e a menorzinha,por sua vez, não lhe permitia esgueirar-se pelo lado direito do terreno,que era esconso,despenhoso.Delorido da Silva muito assustado,indagou como se interrogasse uma pessoa:
-Quem vem lá? É de paz?…
Nenhuma resposta.Mas a seu vê,as bolas passaram a se mover em sua direção.Teve mesmo a sensação de ter ouvido estas palavras vindas de uma delas:
-Pega ele,pega ele!…
Delorido da Silva,que há muito já estava de cabelos arrepiados,não vacilou um só minuto,puxou o clavinote de debaixo da capa e atirou na bola menor,que produziu um forte estrondo,acompanhado de uma luz azulada, que jogou o homem juntamente com a alimária, a alguns metros de distância,em cima de uns pés de unha-de-gato.Em seguida,após levantar-se todo enlameado por um barro vermelho,pegajento,apanhou a espingarda e cautelosamente aproximou-se da Segunda bola,onde constatou,segundo suas conjecturas de matuto,tratar-se de um trovão caído e não explodido,que ao ser ferido pelas balas do clavinote,sofreu a desintegração,deixando o homem horrorizado e ao mesmo tempo agradecido a São Roque e Senhora Sant’Ana,padroeira do lugar,por não ter ele atirado logo de cara no trovão maior, de explosão fulminante,que por cert lhe acabaria de uma vez por todas.



Escrito por ciberliteratura às 12h32
[] [envie esta mensagem]



Deu no New York Times...


26/11/2005
Poeta Derek Walcott converte versos em imagens
Vencedor do Nobel de literatura expõe suas pinturas em Nova York

Ken Johnson
Crítico de arte

Se houvesse um Prêmio Nobel para artistas visuais, seria seguro apostar que Derek Walcott não receberia um --não apenas porque ele já recebeu um Nobel, o de literatura, em 1992. Walcott, que divide seu tempo entre Santa Lúcia, Nova York e Boston, onde ensina na Universidade de Boston, pinta.





Becket Logan/The New York Times
"Seascape With Figures" integra a exposição de obras do poeta, autor de "Omeros"

Mas a julgar por "Another Life" (Outra Vida), uma exposição de suas obras da última década na June Kelly Gallery, no Soho, ele é mais um hobbista dedicado do que um profissional consumado.

Isto não quer dizer que suas pinturas careçam de talento ou charme. Em seu melhor, Walcott, um poeta que nasceu em Castries, em Santa Lúcia, em 1930, tem a coordenação mão-olhar para criar vistas encantadoras, ao estilo impressionista, de cidades e praias caribenhas que cintilam com luz e cor. E algumas delas contêm uma certa ressonância emocional provocada por figuras isoladas em cenas geralmente despovoadas --almas que vagam expostas aos caprichos freqüentemente violentos da história e clima tropicais

Sugestões de tragédia mítica estão presentes no quadro de um pequeno grupo familiar à beira do mar, em um dia ensolarado, tempestuoso, em "Panorama Marinho com Figuras" (2002). (Os retratos de Walcott são menos persuasivos; um retratando o poeta Seamus Heaney mal seria aprovado em um curso de pintura.)

Para saber o que está faltando nas pinturas de Walcott, você precisaria apenas ler algumas poucas páginas de sua obra principal, "Omeros", de 1990. Escrita em estrofes de três linhas rimadas irregularmente e se estendendo por 304 páginas, ela é uma tapeçaria narrativa homérica que se estende por séculos, no qual os temas de amor, ciúme, guerra, colonialismo e escravidão estão tecidos intricadamente. (Ele também tentou sua mão na Broadway, colaborando com Paul Simon em "The Capeman", o musical de 1997.)

O fato de Walcott fazer pinturas que são comparativamente modestas em suas aspirações não é um déficit: modéstia, afinal, pode ser um excelente antídoto para a grandiosidade. A questão sobre elas, em vez disso, tem a ver com a natureza da imaginação de Walcott, que em sua poesia é tão abrangente que beira o surrealismo.

Sua mente pode ter dificuldade para acompanhar tantos personagens diferentes que emergem de cenários geográficos e históricos tão diversos em "Omeros". Mas você é regularmente surpreendido em alerta estético pleno por linhas como aquelas em que descreve o anseio de um homem pela bela Helena, como "sentindo como um cachorro que é deixado para farejar os resíduos de suas pegadas" ou versos de longa e tumultuosa descrição de um furacão, nos quais "lírios enlouquecidos pela chuva escolhem morrer pela água, como virgens grávidas em romances vitorianos".

Os ousados saltos de linguagem e metáforas refletem ondas de imaginação que impelem o poema à frente como um navio de sonhos que desliza pelo oceano.

Na arte moderna, o cubismo e o surrealismo facilitaram tais saltos imaginativos. Então é interessante se perguntar o que Walcott teria feito como artista visual se não tivesse encontrado na poesia um veículo espaçoso o bastante para todos seus pensamentos, sentimentos e fantasias. Como pintor, ele permaneceu contente com as limitações da pintura ao estilo do século 19, de forma que ela parece menos uma extensão de sua poesia árdua e mais uma fuga de suas exigências.

Suas melhores paisagens são em verso, como esta, também de "Omeros": "Eu amo a teca jovem com corpos limpos como bétulas/à luz que pintalgou o tom de leopardo do caminho/quando andorinhões ao anoitecer costuram com seus pontos cruzados o céu sedoso ou se lavam no pequeno chafariz".


Escrito por ciberliteratura às 18h00
[] [envie esta mensagem]



Curiapeba

http://curiapeba.zip.net/

Blog do Aristides



Categoria: Link
Escrito por ciberliteratura às 14h01
[] [envie esta mensagem]



Tia Fia Livre

http://tiafialivre.zip.net/

blog da Tia Fia



Categoria: Link
Escrito por ciberliteratura às 14h00
[] [envie esta mensagem]



janelas de herato

http://janelasdeerato.zip.net/

blog do Darwin



Categoria: Link
Escrito por ciberliteratura às 13h59
[] [envie esta mensagem]



poemente

http://poemente.zip.net/

blog da neli



Categoria: Link
Escrito por ciberliteratura às 13h58
[] [envie esta mensagem]



mentes e mitos

http://mentesemitos.zip.net/

Classificação:

blog da Jô



Categoria: Link
Escrito por ciberliteratura às 13h57
[] [envie esta mensagem]



fúria literária

http://furialiteraria.zip.net/

Classificação:

blog da Lilian.



Categoria: Link
Escrito por ciberliteratura às 13h56
[] [envie esta mensagem]



Email-Literatura

O debate sobre a frieza de uma mensagem eletrônica em nossa oficina cessou não dentro de um choque de idéias, mas sim com a prática.
Comprovem a seguir na troca de emails entre Aristides Teodoro e Jô Barranova




Jo




Alô, grande JÔ,sertaneja de Curiapeba, estou no grande sertão, correndo atrás de bois, matando onças e brigando com jagunços. Jô, o sertão é um paraíso, onde como dira o grande João Guimarães Rosa, 'onde manda quem é mais forte' - JÔ, venha ver o sertãode perto, quero te mostrar toda a minha Curiapeba e as suas redondezas. Terra de cabras de cabvelos nas ventas.

Com o abraço amigo do jagunço Aristides Theodoro
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Ontem em minha escrivaninha visitei o nordeste “atraída pela beleza
da região diamantífera”. Estive em Curiapeba, a fim de visitar uma
igreja muito curiosa “Jesus virá”. Não sei se você conhece, fica
perto da praça das Boiadas. Enfim, gente curiosa é essa de Curiapeba.
Diverti-me demais com o João Xexéu “martelando seu Luiz XV” pelas
ruas rumo ao sertão alto.

Tem de tudo naquela cidade, mas senti falta de alguém, amigo. Não
encontrei você. Andei por todas as ruas, praças e contos. Perguntei
aos moradores, aos personagens, (não deixei de passar em frente da
venda da negra Ostoporina, para ouvir os desaforos do papagaio
falador, é claro).

Que distração a minha. Depois de tanto andar, percebi que você estava
sim por lá. Não em um canto apenas, mas em todos os lugares, nos
personagens, situações e nas brigas de jagunços que a toda hora
acontecem naquela cidade.

Guardei você na estante da minha escrivaninha. Certa de que, toda vez
que estiver à procura de bons causos sertanejos e estórias gostosas
de ler, preciso apenas ir até lá e contar com você.

Você não sabe quanto orgulho sinto toda vez que se senta com a gente
para dividir um pouquinho do muito que aprendeu nos livros e na vida.


A gente se encontra no sábado novamente, espero. Um grande abraço.
Jo


Escrito por ciberliteratura às 10h27
[] [envie esta mensagem]



Tia Fia & sua história com a literatura

Maria Aparecida Barreto, a Tia Fia tem 76 anos e começou a escrever 'há pouco', como nos disse neste encontro do dia 15 de outubro.
Tia Fia voltou a estudar aos 58 anos e há dois, estimulada por uma professora, participa das atividades da Casa da Palavra.
Este ano esteve por 2 dias na Faculdade da 3a. Idade na Faculdade Coração de Jesus (Santo André) e deixou de lado para participar da Escola Livre de Literatura. 'Na faculdade era computação e a literatura é mais importante' - declarou



"Quero escrever, contar histórias, poesia. Literatura é o meu caminho, o que eu quero desvendar. Uma escolha inocente" - Tia Fia

Escrito por ciberliteratura às 21h23
[] [envie esta mensagem]



E o que mais?...

---::---Várias outras conversas aconteceram neste sábado. Confira:

:::Tenho problemas com máquinas, pois as sacralizo. Quero tê-las como mais um instrumento para me comunicar
Conceição

:::Não quero computador, minha máquina de escrever ainda me serve muito bem
:::Corrigir textos me dá um prazer quase sexual
:::Com toda tecnologia, não há um grande escritor
Aristides

:::E a relação entre a literatura visual e a arte plástica? O que é o que?
Jo

:::Fiz uma instalação que era um livro objeto, arte plástica mais literatura. Literatura convivendo com a arte plástica e vice-versa.
Neli

:::Há algum tempo atrás, editaram aqui no Brasil um livro sem letras, com todas as páginas em branco, com um título maravilhoso que vendeu muito (vamos pesquisar para saber o título).
Aristides e Neli

Li Tai Pe
:::"O homem para ser homem precisa ser poeta"
:::"Um exemplo vale mais que mil livros"
:::Li Tai Pe morreu afogado tentando beijar a face da Lua

Aristides e Neli


Escrito por ciberliteratura às 20h47
[] [envie esta mensagem]



O que é literatura prá gente???

Abaixo um 'embolado' das expressões que dizem o que é literatura para este primeiro coletivo de ciberliteratura da casa da palavra:

:::Forma de expressão
:::Canal de expressão
:::Expressão de sentimentos, emoções e vivências através da escrita
:::Idéias e movimentos
:::Contar histórias
:::Meu caminho
:::Eternizar idéias, sonhos,
:::Transmissão de sentimentos, emoções através da palavra

Escrito por ciberliteratura às 20h21
[] [envie esta mensagem]



Escritos - O que é literatura...

Literatura

É a forma com que eu expresso através de poesias, contos, os relatos e fatos do meu cotidiano, transformando-os em ficção.
Neli Maria Vieira

Literatura?

A bem da verdade, a literatura, não do modo que é conhecida em nossos dias, surgiu nas cavernas Paleolíticas, quando o homem primitivo, na ânsia de compartilhar a sua nascente sabedoria com seus semelhantes, começou a garatujar no barro mole, pegajento das grutas da Pré-História (isso há mais de quarenta mil anos), os seus primeiros esboços daquilo que viria a ser literatura. Daí por diante, não mais parou e vieram os períodos da pedra lascada, pedra polida, as plantações, criações de animais, onde o homen passou a aproveitar a tinta das plantas e a pele dos animais como embasamento para as suas escritas e desenhos. Esses documentos, poderão ser vistos em vários Museus do mundo, atestando a gana do homem, em todos os tempos, em produzir algo sólido, onde pudesse deixar os seus recônditos pensamentos, que ao mesmo tempo pudessem servir de informação histórica e entretenimento.

Em seguida, vieram o papiro, colhido nas margens do Nilo, os tijolos, na velha Grécia platônica, as tabuinhas e modernamente a invenção de Gutemberg, que revolucionou o mundo e contribuiu muito para a vulgarização do livro e a difusão em massa da literatura, no modo que hoje é conhecida, onde o homem se expressa de várias formas, não só com o papell e tinta, porém eletronicamente, através daquilo que ficou plasmado como literatura.

Aristides Theodoro – Toca Filosófica

Escrito por ciberliteratura às 18h25
[] [envie esta mensagem]



Imagens do último encontro












Escrito por ciberliteratura às 18h03
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]